hey jim, como vais? o céu é azul?
-father?
-yes, son?
-i want to kill you.
olá jim, como passas? o céu é grande?
the west is the best.
saudações jim, que tal? o céu brilha?
-all the children are insane.
viva jim, como é? o céu tem janelas?
-no safety or surprise.
boas jim, como tens estado? o céu respira-se?
-desperately in need some stranger's hand.
ó jim, onde vais parar? no céu?
-it hurts to set you free but you never follow me.
assim não nos entendemos. é certo que nem tudo o que parece é. "quando é que é necessário matar? quando já está morto o que ainda é vivo". por que é que as cidades se privam de certas coisas? por que pertendem obter privacidade. só agora havia despertado da obscuridade monótona em que se havia embrenhado. durava desde a nascença. decidiu, assim, elevar os seus instintos. começou a sair e a viver. percebeu que acordara de um estado de intelecto passivo para activo. será que alguma coisa mudou? respondia a si mesmo dizendo: "ouvi o som dum saxofone".
ali a lado, numa paragem de autocarro duas pessoas cruzaram-se e o resultado foi uma soma. soma que escrito do avesso dá amos. e trocadas as silabas dá mãos. e foi exactamente isso que essas duas pessoas fizeram. ainda fazem. se lá passar ainda estão desse modo. não vou fazer chincalhos com a palavra estão porque senão dava barraca.
epa the velvet underground. maior transe. drogas. precisa-se. urgente. urge-gente. ninguém urge para me socorrer? é uma urgência. inem? não! mal pensado.
brilha no escuro.
com o sorriso mais largo acenou para os que o acompanhavam com os olhos a sua partida. ia para longe. o dia estava quente. calções, casaco e óculos escuros. a querida lina caminhava já pelas estradas quase desertas. pedia boleia. foi fácil. uma rapariga sozinha no meio daquela aridez... pediu mais 4 vezes boleia até chegar ao destino. dormiu ao relento, em casa duma familia que tinha espaço para mais ela no carro, no bar aberto vinte e quatro horas: em todos os sitios aceitou sem embaraço a guarida. os dias passaram depressa. conversava com todos os que lhe davam boleias. perguntava-lhes por noticias, perguntava-lhes como era o mundo. ficava fascinada com a mais insignificante coisa. chegou de noite ao local onde iria ficar e viver. como? não sabia bem ainda, mas isso era o menos.
não me apetece continuar. imaginem.
rapou as pernas e aí ele passou a ela, foi para um cabaret, fez dinheiro, satisfez muitos, não se arrepende e hoje não se sabe o que lhe aconteceu.
em criança não soube o que acontecera mas agora em grande e com a gabardina a roçar o chão e um bigode penteado à escovinha percebe que o chão com o orvalho transpira e que certos amores não são apreciados. sempre o mesmo ritmo. uns melhores que outros.
mero capricho incondicional e certos amores são margaridas no outono. ah!! os ouvintes que se gratifiquem.
assim como os passos se ouvem e as luzes se formam eu, ou a pessoa, nada tem quando se se diz que certos amores.... são margaridas!! a bebida centro americana. a margarida disse ao tom que a vida é uma perversa série francesa. VELVET!!!!!
que história... os cadernos estão abertos.
ela percisava dele e ele estava lá. *suspiro erótico*
com pouco dinheiro ela dirigiu.se para um local recondito onde estavam uns senhores com vários casacos vestidos, todos gastos, maculados e rotos com remendos e se não sentires a falta deles, bem podem ser a únia coisa que têm. o som esquisito continua mas nada muda, por que ela dirige-se para lá, a pequena lina, a querida lina, ela sabe que lá encontrará migos para sempre, mas será que os preservaram? é ambiguo porque não sabemos se ela ou eles. são poucos, não fazem barulho e o som continua, é de noite e as luzes parecem os peixes que vivem no fundo do mar, transparentes e pouco vivaços. quando chegou perto sentiu-lhes o cheiro a alcool do vinho que tinham nas mãos. sentou-se junto a eles. a sua vista queimou-se e debroçou a cabeça sobre um dos homens. adormeceu e um deles depositou um dos sobretudos sobre ela. ao acordar a noite mantinha-se. manteve-se durante mais três noites ( é ridiculo para dizermos dia quando não fez luz).
digamos luz. e findemos...
resta dizer, carago o que é isto?
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1 comentário:
o que é isto?
um dos teus melhores textos que li.
decerto que o teu exlibris (yeah!) permanece escondido.
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