(gust of muts - the mars volta)
na holanda invadida, jolie saint flourishspeed caminhava pelos destroços (and ghosted pouts - the mars volta) delicada maltrapilha à chuva de abril dum dia negro como a noite. ouvia-se ainda, lá ao longe, o barulho dos aviões que assolaram, horas antes, a cidade e a transformaram num fogo de fumo e chamas estrondosas (concertina - the mars volta) arrasando-a por completo. jolie saint flourishspeed pisava os bocados espalhados pela estrada do que antes fora um prédio, pisava os corpos espalhados de quem já vivera, pisava o sangue alheio. (memorail - explosions in the sky). deixara tudo para trás, os pais mortos, os irmãos desaparecidos entre os destroços mortos, a lady jane clearwater, a sua boneca de trapos ruiva, o medo, a debilidade.
estava sozinha, ninguém sobrevivera e a chuva caia, agora, mais forte enlameando os pés nus de jolie saint flourishspeed (lift yr skinny fists like antennas to heaven - gy!be).
e assim no meio do turbilhão dos casacos e agasalhos, ela levantou-se e viu o sol raiar depois de se ter apartado durante três consecutivos dias. a alva inundava a aparição do fenómeno e abraçando os homens ruborizados e andrajosos sorriu como nunca e lift yr skinny fists like antennas to heaven correu ao som da orquestra em direcção ao mar, depois de quatro dias de boleias, de chegar à cidade que sempre desejou viver. esqueceu tudo isso e dissolveu-se na imensidão cristalina para não mais ninguém a conhecer.
(sunshine and gasoline - gy!be)
choveu durante a noite toda e durante toda a noite jolie saint flourishspeed permaneceu abrigada numa das poucas casas que conservava parte dum telheiro languido. nesse tempo todo julgou ouvir vocês. vocês falavam uns por cima de outros indistintamente palavras inauditas para jolie saint flourishspeed. pareciam vindas dum gramofone, dum
(inacabado... (para variar))...
bem vou editar isto e acabar. tempo para dizer que tem chovido para xuxu. não gosto muito de dobrar as pontas dos livros como marco para passagens. aliás, sou demasiado picuinhas no teu toca a livros, ao contrário das mulheres. às mulheres trato mal e sem pudor, sem um toque de carinho; os livros pelo contrário, não os abro amplamente com medo da dobra da capa ficar vincada, o que me lixa os olhos todos porque o candeeiro está à minha direita e as páginas destras ficam na penumbra, o que, como podem imaginar é muito chato. duranto anos não utilizava o marcador nos livros. tinha mais piada no dia seguinte abrir o livro, fosse ele qual fosse: de cinquenta ou quinhentas páginas, e adivinhar onde tinha ficado. durante anos não assinalei as passagens mais relevantes e agora só o faço para o utilizar quotidianamente o que serve de plágio e falta de habilitações minhas. os livros antigos são agradáveis. gosto das folhas andrajosas, carcomidas, gastas, velhas, amareladas, rugosas, o cheiro a velho e poeirento.... mais uma semana de férias. acho que vou para alpedriz. vou para O, para O alpedriz. terra do concelho de alcobaça, mas eu gosto de dizer que é da nazaré. que é que alcobaça tem? o mosteiro e pouco mais. a nazaré, tem mar, tem varinas que quando abanam as saias sai de lá um cheiro... enfim, não tenho de explicar tudo, tem... epa sei lá. não tem mais nada. tem o mar que vale por baita coisas.
o mar é uma coisa gira. é giro irmos lá para dentro e dar uns mergulhos. mais giro é imaginar que se me esforçar consigo ver do outro lado a américa e depois apercebo-me que para ver as berlengas que é logo ali ao lado é preciso um esforço abrupto.
alpedriz é um aldeia. tem um cemitério mesmo no meio, onde a varela tirou uma foto a umas ossadas ou sei lá o que aquilo era. é giro à noite. o pinhal de leiria cerca-nos. vê-se a serra dos candeeiros lá ao fundo, que no verão, por vezes, presentea-nos com um fogo bem bonito. as estrelas vêem-se todas as que temos direito devida à pouca luz. devem ser uns bons milhões delas. já se passaram bons momentos lá.
e são tomé? quero ir. e interail? quero. este ano. já! por onde? leste! norte! ny? quero? mais tarde. angola? quero. pode esperar. ásia? epa vou buscar um mapa e ver o que para lá há. á-á!
epa a politica tem.me irritado nos ultimos tempos. cada vez apercebo-me mais que aquilo é só jogos. é o jogo favorito dos adultos. e só é cego quem não vê isso. até gostava de ser politico. "apanha-se no poleiro e é logo a meter para o bolso, esse bandido". ai a noite adensasse.
não há lugar onde quisesse estar. afinal o mundo que eu não conheço é demasiado pequeno. ai luvstory por que me impões este estado de 'spirito?
parou!
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6 comentários:
O alpedriz para ti.
Só te lembras dessa fotografia? Aiai...
negativo. lembro aquelas por cima da fonte
=) quase um ano, pá.
era giro regressar...
...desde que trates bem os livros,menos mal.
e o mundo que conheces é maior do que imaginas...
á-á!
bem visto, vae. sempre em grande. lol
quem raio é a pessoa da identidade com caracteres todos marados?
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