além, no promontório, corre um fio de prata.
desce até ao mar. vertiginosa e obediente. ao longe cresce um remoinho negro que levanta a areia da praia. sobe até às nuvens e desce até prefurar o oceano. no cavaleiro da dinamarca, ele viaja de barco até a um porto numa terra longínqua e desconhecida. é a lenda duma família. hoje aqui, depois de tanto olhar, depois de tanto pó acente, cuido que a minha visão não se alterou. o fio de prata ainda ali está e o céu está mais longe, apesar disso. depois, enterro os pés na areia, afundo-os até sentir que não dá mais. uma onda vem e vem tingida de cinzento. molha-me até ao osso. agora falando a sério, os meus cabelos estão mais negros e lisos e as minhas mãos mais calejadas. já não corro, já não reparo nos outros. canso-me com mais facilidade da munificiência. enfim, mais um dia desencontrado. e continuo a sentir o mesmo por ti.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário