foi ficando melhor lá para o fim, graças a deus. este tipo de filmes é como o post-rock dos mogway ou explosions in the sky (que só por coincidência entram na banda sonora) está ultrapassado, já não há muita pachorra, foi como que uma fase. diálogos muito cromos, por vezes; partes chatas e sem grande conteúdo mas felizmente sem aqueles close ups ridículos tipicamente de filme independente. era o filme que me faltava ver do david gordon green daquele quarteto de fitas iniciais mais indie e tem como curiosidade ser o primeiro filme do enorme kenny powers, já naquela altura a fazer um papel bem ao seu jeito.
seiscentas e trinta páginas desde a anatólia até istambul que, apesar de não ser uma obra prima, "uma estranheza em mim" é um bom exemplo de literatura e page turner.
começou até benzito, na segunda temporada já foi mediano e agora esta terceira temporada nem ao medíocre chega. não deu sequer para ver metade dos episódios.
quem diria, hein, que este filme até era acima da média. drama(lhão) camuflado por uma ligeira descontração e até comédia das personagens havaianas, realizado por um dude que tem jeito para o cinema e já fez boas fitas, desde sideways até ao nebraska...
nunca pior.
jesus, os filmes deste gajo são a esquizofrenia completa. as personagens, os pormenores e o argumento rivaliza em loucura com o the cook, the thief, his Wife and her Lover
já tinha visto o filme mas só me apercebi disso passados largos minutos. mas compensou rever. cast topo de escama, montes de canalha que hoje são a fina flor de hollywood.
depois dos vampiros, o breu musical e criminoso do tim burton, realizador do qual não sou minimamente fã. ya devo ter sido das últimas pessoas à face da terra a ver este filme, mas mais vale tarde que nunca. está bem esgalhado.
drama que sempre se encaminhou para óbvio e um pouco filme de sábado à tarde, mas nem por isso menos bom. filme rápido, sem paragens, sem momentos monótonos, sem inventar; conciso e bem retratado, é um filme para todos e o senso comum dirá que não foi tempo perdido.
(ah e ela lê o estrangeiro, do camus)
não desgostei e, infelizmente, não consegui achá-lo bom. depois de ter adorado o estangeiro, a peste foi quase uma desilusão e nunca me conseguiu agarrar.
álbum do dia é de 1972 e da viuvinha do joão. na mesma onda arabesca do journey in satchidananda, mas sem os convidados de luxo. para compensar tem uma secção de orquestra muito porreira que suaviza algum psicadelismo e que por vezes parece um combate entre filarmónica vs. harpa/orgão da alice. não tem a mesma genialidade do ptah, the el daoud mas também seria difícil bater pharoah sanders a tocar sax na coluna direita e o joe henderson na esquerda.
já há uns anos que estava para ver isto e pensava que era melhor. história já clássica para filme de terror e um twistzinho ali no fim a roçar o lame. ainda gastaram uns dinheiros valentes a comprar sangria don simon no pingo doce.
teria nota sete, não fosse a péssima banda sonora e duas ou três cenas em slow motion perfeitamente evitáveis e que deu um carimbo mais saloio à fita. filme passado durante uma noite atarefada num restaurante italiano na tribeca com cast porreiro e uns laivos de cosa nostra à mistura e onde se consegue criar aquele ambiente de filme em ny.
depois de polisse, maiwenn, fez outro bom filme. drama capaz de fazer doer o estômago de algumas pessoas e bem interpretado. o filme é acompanhado de uma pequena metáfora duma lesão e recuperação da protagonista ao longo de todo o filme. vincent cassel tem um papel canalha em que fica um bocado a dúvida se "oh ele é mesmo assim, não é ruim.." ou se as acções dele são mesmo uma filha da putice. pequeno louie garrel também dá o seu cunho típico de gajo descontraído, mas desta vez um bocado mais cromo que o habitual.
sabe bem ver um bom filme brit. não que este não tenha sido, mas não me conseguiu convencer como outros. mais um filme a retratar as ruas de belfast e o dia-a-dia duma guerra religiosa onde fenians e prods andavam à batatada constantemente e onde os brits estavam metidos ao barulho. protagonista com jeito para fazer papéis de durão depois de estar na choldra em starred up.