filme parco de falas, mas nem sempre é preciso. mesmo assim, é filme perfeito para oitenta por cento do mesmo ser visionado em fast forward na segunda velocidade.
pois é, mais um drama forte. desta feita em manchester, massachusetts. quando vi o trailer deste filme no cine há uns meses achei que seria uma tretinha a puxar pela emoção fácil, mas o movie é realmente bom. basicamente, uma semana de reminiscências em torno de mortes, da perda de vários entes, tentativas de suicídio, divórcios, doença, porrada em bares.
forte! calão no red line, ruas de brooklyn pejadas de crack e heroína, lutas com pits, guerras de gangs, putos nos corners a vender smack. sem paninhos quentes, é um filme mordaz que se foca nos problemas sociais de alguns bairros e com um miúdo de doze anos, mestre no xadrez, como protagonista do drama.
em dois dias, dois filmes com a irmã do jean-ralphio. abortar ou não abortar?, eis a questão com que uma comediante se vê deparada depois de uma noite mais regada. é uma comédia, mas com toda a seriedade que a situação envolve.
definitivamente um filme que não é para todos os estômagos. dureza de drama e um murro nas ventas directamente duma família descompensada dinamarquesa para o resto mundo.
indiezeco acessível, sem merdices e com ny como pano de fundo. drama dum paquistanês, estrela de rock no seu país (grande pormenor), que vai para a big apple vender cafe e bagels por dólar e meio num "cart".
ao meu quarto filme do sorrentino (o segmento naquela banhada brasileira não conta) o primeiro que achei mais frouxo. vê-se bem, mas é mais morninho e custa ver um papel tão bizarro do seanzinho.
mais uma dedicatória de amor dum realizador estrangeiro a lisboa. desta feita um filme que mixa mistério e comédia num cacharolete de música, poesia de pessoa e participação especial do manoel de oliveira.
fumou-se sg sem filtro neste filme. aliás fumou-se pior. a malta que só vê movies de hollywood e que foi ao cine ver isto a pensar que era mais um teenage film levou com uma murraça que até andou de lado. ousado p'ra xuxu, um filme arrojado e sem medo de ferir os mais castos, para alguns de certeza é exagerado, mas p'ra mim é bem realista e retrata bem a mente de alguma malta juvenil mais libertina. punho fechado e polegar a apontar aos céus.
je-sus! se não é o pior filme que já vi, de certeza que entra no top três. tão, mas tão mau. argumento horrível e bons actores a fazer papéis horripilantes. pagava para ver o que os protagonistas do filme diriam se vissem este desastre nos dias de hoje.
este e o "noites" são ambos produzidos pelo paulo branco. não sei se quer dizer alguma coisa, mas de certeza que o terry gilliam iria adorar poder dar a opinião sobre estes filmes.
para filme vencedor do sundance, não está nada mau. o realizador aprendeu no blue ruin e no green room como fazer filmes e seguiu as pisadas dos thrillers onde foi protagonista. filme fixe, elijah está muito louco, há duas ou três cenas mais fora que roçam quase a comédia, mas lá p'ro fim descambada em tiros e sangue. gramei.
saudades de ver assim um filme tuga, practicamente mudo, com aquela faceta mais anos noventa a abordar temas mais duros e difíceis para a sociedade. pena que aquando do filme o casal ventoso já só funcionava a meio gás, senão teria sido mais real e com uma componente mais documental. mas de resto o filme é frouxo.
uma tríade de filmes de língua lusófona que culminou no último filme do paulo rocha. mais parecia cinema com a técnica de cut-up à lá william s burroughs.
não sei quem ficou mais cansado, se eu no final do filme ou um escravo no fim dum dia de trabalho. vou apostar no escravo. filme contínuo e explicitamente violento.